Docentes discutem indicativo de greve e proposta de avanço da EaD na UFMA

Atenção, docentes!

Nesta quinta-feira, 23, a Assembleia Geral da Apruma, que acontece em primeira chamada às 17h no Auditório Ribamar Carvalho (Área de Vivência, Campus Bacanga, com participação remota dos docentes nos demais campi), vai discutir dois temas que estão na ordem do dia das lutas da categoria docente: o avanço do ensino à distância via EaD na UFMA, com proposta de nova resolução sobre o assunto, e a luta pelo fim do congelamento salarial, com indicativo de greve aprovado pelo Setor das Federais no Andes-SN para o próximo dia 27. Neste ponto, a discussão será sobre aprovação ou não do indicativo, e/ou manutenção das mobilizações (veja resumo a seguir).

Em razão dessa pauta, a participação da categoria é imprescindível. A Apruma lembra a todos e a todas que a participação presencial deve seguir os protocolos de prevenção à Covid19, com uso obrigatório de máscaras, distanciamento e álcool em gel. O Edital da Assembleia, já divulgado pelo Sindicato, segue em link abaixo.

EaD

Não de hoje a categoria docente vem observando as tentativas de avanço do ensino à distância, intentados pela Administração Superior da Universidade, que agora tem elaborada uma minuta de resolução mas sem profunda discussões com a comunidade acadêmica.

Ainda em setembro do ano passado, o Grupo de Trabalho de Política Educacional da Apruma, GTPE, realizou o debate Implicações do novo projeto de Educação a Distância na UFMA para a Universidade Pública Brasileira, aprofundando essa discussão no meio acadêmico (veja aqui), que também foi objetivo de diversas assembleias e demais fóruns do Sindicato.

Durante a Aula Pública realizada semana passada, no dia 14 de junho, sobre Os desafios políticos e pedagógicos do retorno às aulas presenciais na UFMA, a expositora, professora Cacilda Cavalcanti, foi categórica ao classificar a proposta de avanço da EaD sobre a Universidade como componente do projeto bolsonarista de ataque à Educação, “autoritária, privatista, excludente”, citou. Um dos indicativos do comprometimento com esse projeto seria o fato de a Administração Superior ter feito “de tudo para prolongar a ausência da comunidade universitária no Campus, tanto que teve dois anos para planejar o retorno e não o fez”.

Isso posto, faz-se necessário que a comunidade acadêmica amplie o debate e se posicione sobre esse importante tema, participando da Assembleia.

Conselho de Representantes da Apruma também discutirá EaD

Além da Assembleia, a proposta de EaD também é um dos pontos centrais da Reunião do Conselho de Representantes da Apruma que acontece na próxima terça-feira, 28 de junho, às 17h30, também no Auditório Ribamar Carvalho, de forma presencial, ou via Zoom, para os conselheiros representantes dos demais campi da UFMA.

O Conselho deve analisar como contribuir, em cada local, para o cumprimento do que for deliberado sobre o tema durante a Assembleia, ou ainda formular indicações para a Diretoria Executiva da Apruma que auxiliem nesse sentido. A reunião do Conselho de Representantes se debruçará ainda sobre uma campanha de filiação que agregue mais docentes ao Sindicato.

Manter o cenário de mobilização continuada ou partir para a greve?

Essa questão também deve movimentar os debates e a deliberação durante a Assembleia Geral desta quinta-feira: o que os professores e professoras decidirem será levado como nosso posicionamento para a próxima Reunião do Setor das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), do Andes, que acontece neste final de semana em Brasília, para ratificar ou não o indicativo de greve a partir do dia 27.

Contextualizando…

As mobilizações das servidoras e servidores públicos federais (SPFs) iniciadas em 2021 não avançaram no sentido de concretizar a greve unificada em abril de 2022, como estava indicado e como nos esforçamos para construir.

No Maranhão, a APRUMA, atendendo deliberações feitas em reuniões do Setor das IFES, participou de atos, jornadas de lutas e paralisações em conjunto com as demais entidades dos serviço público federal, tanto no Maranhão como em Brasília, chegando a criar um Comitê de Mobilização da UFMA eleito em Assembleia da base.

No 40º Congresso do Andes-SN, realizado em Porto Alegre, entre 27 de março e 1º de abril deste ano, delegados/as de 89 seções sindicais deliberaram, entre outras determinações, pelo prosseguimento da Campanha Salarial Unificada, pelo reajuste de 19,99%, pela continuidade da luta para recomposição e ampliação do orçamento das IFES e por uma rodada de assembleias, no período de 11 a 14 de abril, para deliberação da construção da greve.

Embora a base da APRUMA tenha avaliado não faltar motivos para deflagração da greve unificada no serviço público ou mesmo do setor da Educação, venceu a proposta de mobilização continuada: após dois anos de atividades remotas de Ensino, com paralisação (ou drástica redução, dada a necessidade do momento) de atividades de Pesquisa e Extensão e dificuldades com o retorno presencial e do funcionamento da Universidade como um todo, a base analisou que não era possível, naquele momento, mobilizar docentes para uma greve com a UFMA esvaziada.

Na última reunião do Setor da IFES, no último dia 11 de junho, novamente se discutiu a deliberou sobre indicativo de greve. A APRUMA esteve representada pela professora Marizélia Ribeiro, vice-presidente da entidade, que expôs a complexa situação do retorno presencial na UFMA, com dificuldades orçamentárias, de transporte, de segurança, de evasão de alunos, de sucateamento dos espaços físicos e de desmobilização. Disse que a APRUMA se solidarizava com as duas seções que já estavam em greve, o IFRS e a UFPA, mas que sua base havia decidido pelo processo de mobilização continuada.

Todavia, em uma primeira votação, o “indicativo da greve com data” foi a proposta vencedora durante essa reunião do Setor das IFES, com 10 votos “favoráveis à greve”, 5 votos pela “continuidade de mobilização com vistas à greve” e 2 “abstenções”. Na segunda votação, venceu a proposta de greve por tempo indeterminado para o dia 27/06.

Todos e Todas à Assembleia!

Nesse contexto de retorno presencial ameaçado por cortes e por uma minuta que propõe ensino remoto em até 40% do total de carga horária do componente curricular, a APRUMA reforça o chamado à sua base para discutir e deliberar por mobilização continuada ou greve unificada ou da Educação.

Nesta quinta, às 17h, no Auditório da Área de Vivência (ou via Zoom para os casos citados no Edital): não falte!

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