Dia 18 é dia de defender os serviços públicos

Conforme já deliberado em diversos fóruns locais e nacionais até este momento, desde as assembleias em diversos campi da UFMA, incluindo a Assembleia Geral da Apruma realizada no dia 12 de março, a reunião dos setores do Andes, a Ampliada ocorrida no último final de semana em Brasília entre Andes Sindicato Nacional, Sinasefe e Fasubra e a Ampliada realizada na UFMA na última segunda-feira, a Apruma conclama sua base para as atividades deste dia 18, Dia de Mobilizações, Paralisações e Greves em Defesa da Educação e demais serviços públicos, num momento em que fica evidente a importância de se defender este patrimônio da sociedade brasileira, em razão da expansão do Covid19 pelo país.

Em razão também do cenário de propagação do vírus, as atividades presenciais estão suspensas, mas as mobilizações não. Além dos professores das universidades, diversas categorias estão chamando para a realização de formas criativas de intervenção, como campanhas nas redes sociais em defesa do SUS, contra a reforma administrativa, reforma da Previdência e PEC Emergencial. É o que estão propondo, por exemplo, servidores do Judiciário Federal, técnicos das universidades e institutos e docentes dos institutos federais. A reforma da Previdência, por exemplo, causou um rombo no bolso dos trabalhadores com a elevação geral das alíquotas de contribuição previdenciária, e precisa ser suspensa imediatamente. Já a reforma administrativa e a PEC Emergencial, se aprovadas, podem significar um tiro no serviço público e o colapso geral do atendimento à população em diversas áreas, com a suspensão de concursos públicos, de progressões e promoções a que servidores têm direitos, a redução de jornada e salários em até 25%. Sem contar a manutenção de uma tabela extorsiva do Imposto de Renda. Aliadas, essas medidas representam um assalto ao bolso do trabalhador.

Nesse cenário, não dá para ficarmos quietos. A última Ampliada na UFMA, por exemplo, aprovou a realização das seguintes estratégias de mobilização ante a necessidade de suspensão de atividades presenciais:

1. Agendar entrevistas em Rádios e TVs;
2. Produzir materiais para as redes sociais (cards e vídeos curtos);
3. Articular uma possível transmissão ao vivo (live) com uma representação de cada entidade;
4. Consultar outras entidades a possibilidade de produzir Outdoors na cidade.

Conclamamos a categoria a seguir nos acompanhando e a fazer circular o material que deve ser produzido, chamando a atenção da sociedade para os risco de colapso dos serviços e também dos demais docentes para as ameaças à nossa carreira.

Além disso, orientamos que seja evitada a propagação de “notícias” não comprovadas sobre a pandemia provocada pelo Covid19 (nesse sentido, qualquer link de site desconhecido pode e deve ser objeto de dúvida, checagem e comparação com outras fontes de informação). Devemos reforçar a necessidade de se fortalecer os serviços públicos e o Sistema Único de Saúde, arma eficaz contra a propagação do vírus, e apostar na defesa dos serviços prestados à população, compartilhando mensagens que chamem a atenção para este tema, bem como matérias sobre a ameaça que representam medidas como a proposta da reforma administrativa e a PEC Emergencial. Vamos manter, dessa forma, nossas mobilizações em defesa dos serviços, para, ao retornamos à normalidade, avançarmos ainda mais na luta e derrotarmos a tentativa de destruição do patrimônio que é de todos os brasileiros, tão necessário numa hora de crise como a que enfrentamos!

Lembramos ainda que durante a Ampliada do Andes SN, Fasubra e Sinasefe em Brasília, foi instalado, no último domingo, 15, o Comando Nacional Unificado de Mobilização e Greve. “O Comando terá como objetivo promover a unidade da classe para que ocorram, em nível nacional, mobilizações que resultem na paralisação de todas as universidades, institutos federais e CEFET do país. Além disso, o grupo atuará na defesa dos serviços e dos servidores públicos; das carreiras e dos direitos do funcionalismo público; e contra a redução da jornada de trabalho com redução salarial; a Reforma Administrativa; e contra os impactos da Reforma da Previdência para a classe trabalhadora”, registrou o Andes SN.

Na ocasião, foi lançado o Manifesto em Defesa da Educação, que pode ser lido ao final desta matéria.

Confira dez motivos para parar nos mantermos mobilizados no atual cenário: 

1. Em defesa da educação pública e gratuita;
2. Pela revogação da MP 914 (Medida Provisória), contra as intervenções
nas IES e em defesa da autonomia e da democracia nas instituições;
3. Pela imediata recomposição do orçamento das Universidades,
IFE e CEFET;
4. Pela imediata liberação dos concursos públicos;
5. Pelo direito à capacitação e qualificação docente;
6. Pela recomposição do orçamento da Ciência e Tecnologia Públicas
e da CAPES e CNPQ;
8. Contra os programas Future-se e Novos Caminhos;
9. Para barrar os sucessivos ataques aos direitos sociais, trabalhistas
e previdenciários das trabalhadoras e trabalhadores;
10. Pela revogação da EC 95.

Em defesa dos Serviços e Servidores/as públicos/as!
Pela construção da greve do Setor público e da Educação!

Manifesto em Defesa da Educação lançado em Brasília – leia e compartilhe!