No maior congresso já realizado pelo Andes, docentes das universidades deliberam construção da greve

O 39º Congresso do Andes, que teve início na última terça-feira, 4, e segue até este sábado, 8, em São Paulo, e que tem como tema central “Por Liberdades Democráticas, Autonomia Universitária e em defesa da Educação Pública e Gratuita” deliberou, na manhã desta sexta-feira, 7, a construção da greve nas universidades como forma de defender direitos sociais, serviços e a Educação Pública.

Participam deste, que é considerado o maior congresso do Sindicato Nacional, nove delegados da base da Apruma: a professora Elisângela, do Campus Pinheiro, Botelho (Bacabal), Célia Soares Martins, Marise Marçalina, Sirliane Paiva, Micael Carvalho, Welbson Madeira e Franci Cardoso, do Campus Bacanga, eleitos em Assembleia; indicada pela diretoria também como delegada, a professora Cacilda Cavalcanti completou a delegação. Ao todo, estiveram presentes mais de 650 participantes, representando 81 seções sindicais através de 442 delegados e 166 observadores, além de 34 diretores do sindicato e ainda representantes de outras entidades.

Greve

Micael Carvalho, Secretário Geral da Apruma e delegado no 39º Congresso, informa: “Aprovamos a construção da greve do ANDES. As seções sindicais devem fazer assembleias até dia 13 de março para fazer a discussão sobre a greve e consultar os(as) professores(as) sobre calendário e forma de sua organização. Após a consulta haverá uma reunião do setor das federais, na sede do Andes, dias 14 e 15 de março, para socializar os encaminhamentos e indicar as decisões“.

Vale lembrar que desde a Assembleia citada acima a base da Apruma já aprovou estado de greve. Agora com a indicação de sua construção, o próximo passo é, logo no retorno das férias acadêmicas, reunir novamente para debater o calendário, seguindo a indicação do Congresso. Professores e professoras devem ficar atentos para esta convocação pela Seção Sindical.

Construir também o Dia Internacional da Mulher, o 14 e o 18 de Março

Além da greve por tempo indeterminado, outras três datas importantes para mobilizar também foram indicadas em São Paulo: a construção da Greve Geral do dia 18 de Março, indicada pelo Fórum Nacional das Entidades dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe). Além do Andes, o Sinasefe, que representa docentes e técnicos da Rede Federal da Educação Básica, Técnica e Tecnológica, já apontou a construção do dia 18, e outras categorias devem seguir pelo mesmo caminho, num ascenso da resistência que vem se verificando desde que categorias como petroleiros e servidores da DataPrev e da Casa da Moeda decidiram entrar em greve.

Antes mesmo desse dia, o 39º Congresso apontou ainda a construção de mobilizações no Dia Internacional de Luta das Mulheres, dia 8,  e o 14 de Março, quando se completam dois anos da execução de Marielle Franco e Anderson Gomes.

Durante a semana o site da Apruma trará detalhes das deliberações, bem como, em breve, a Carta que deve sair do 39º Congresso, apontando as principais bandeiras de luta dos docentes, indicadas neste espaço que, segundo Cacilda Cavalcanti, vice-presidente da Apruma presente ao evento, é, “sobretudo, um espaço de formação política, de formação sindical, que possibilita a visão ampla da conjuntura político- ideológica, das diversas forças políticas”. O professor Botelho, também delegado do Congresso realizado na Universidade de São Paulo e que teve a Adusp Seção Sindical como anfitriã, ratifica essa análise: “O Congresso do Andes é espaço de debate e deliberação importante na construção permanente da luta em defesa da Educação e dos direitos de todo o conjunto da classe trabalhadora”.

Anote!

  • Construir a Greve da Educação – assembleia geral deve ser realizada pela Apruma até 13 de março – fique atento/a!;
  • Participar das Mobilizações do 8 de Março das Mulheres, data já tradicional no calendário de lutas da Apruma;
  • Construir o 14 de Março para marcar os dois anos de execução de Marielle e Anderson, crime político até hoje sem investigação concluída e mandantes e executores punidos;
  • Construir com outras categorias o 18 de Março em defesa dos serviços públicos, contra a PEC Emergencial e a Reforma da Previdência.
39º Congresso: 81 seções sindicais, 442 delegados e 166 observadores