ELEIÇÕES DA APRUMA: NOTA DA DIRETORIA

A Diretoria da APRUMA – Seção Sindical do Andes-SN – Gestão 2018-2020 – “Apruma Democrática e de Luta” – vem, em respeito à verdade dos fatos, se manifestar sobre citações feitas à atual direção no material da Chapa 2 (que concorre nas eleições para nova gestão), distribuído via WhatsApp, no último dia 4 de dezembro, e reforçadas durante o debate ocorrido no último dia 11 de dezembro:

1. A atual gestão NÃO ESTÁ CONCORRENDO NESTE PLEITO. Por mais que pareça uma afirmação óbvia, é necessário se trazer à lembrança, para evitar confusões deliberadas ante ao fato de alguns companheiros nossos, membros da atual diretoria, exercerem seu legítimo direito, segundo o regimento, de comporem uma das chapas que está pleiteando a futura direção.

2. Não é verdade que os membros da chapa 2 foram “excluídos de forma autoritária de participar da atual gestão, iniciada em 2018”, e que “em 2019 o grupo que a dirige politicamente tentou fazer a mesma coisa, inclusive com ações para impedir” que montassem chapa. Para a composição da chapa única que concorreu no pleito anterior, como é de praxe no campo democrático, as lideranças desse grupo foram consultadas e, a priori, concordaram em compor. Ao serem apresentados os demais nomes da chapa, apresentaram VETO a dois companheiros e, ao não serem atendidos, implodiram a aliança. Cumpre-nos, forçosamente, trazer à luz esse episódio de forma a repor a verdade em relação sobre de quem partiu a tentativa de “exclusão de forma autoritária”; quanto a “ações para impedir que montássemos chapa”, os informativos da APRUMA, em seus diversos canais, dão mostras da lisura da atual gestão neste processo, cumprindo TODOS os passos que lhe cabe segundo o Regimento, atendo-se à convocação ampla das eleições para que todos e todas, em dia com seus direitos e obrigações em relação ao Sindicato, pudessem participar – o que foi assegurado para quem cumpriu e/ou se adequou ao previsto no Regimento da Apruma. Nesse sentido, vale lembrar que compete à diretoria a construção do calendário eleitoral, mas ela, como de costume, procurando envolver a base e assegurar a participação democrática, submeteu-o à categoria em Assembleia, abrindo para sugestões e adequações, o que foi feito, inclusive com a participação ativa dos membros da chapa que ora nos acusa de recorrer “a métodos de exclusão de grupos divergentes nas instâncias de representação do sindicato, tanto em âmbito local, quanto nacional”.

3. Quanto à acusação de que “algumas pessoas da atual diretoria (…) não conseguem conviver com a diversidade de interpretações da conjuntura política nacional e internacional, e têm como prioridade o fortalecimento de uma aliança entre seus partidos”, lembramos, para ficar no caso mais recente, do debate promovido pela Apruma, sob a atual gestão, cumprindo deliberação de Assembleia Geral Docente, que colocou na mesa um nome indicado por esse grupo para discutir América Latina, confrontando, saudavelmente, o outro participante, assegurando diversidade de opinião, respeitando o intelecto de nossa base, capaz de, municiada de informações, formar sua consciência sobre o tema. Ninguém da diretoria, ao contrário do que afirma o material da chapa, se sentiu desconfortável por proporcionar um debate de alto nível e que respeitasse a categoria que representa. Respeito que inclusive é sonegado à atual gestão, ao tentar colar em seus membros, de forma opressiva, a pecha de intolerante, sendo que o que não faltou, como atestam as diversas consultas à base, foi abertura para que todos e todas pudessem e possam participar dos processos do sindicato. Em relação à acusação de que esta gestão tem como “prioridade o fortalecimento de uma aliança entre seus partidos”, desafiamos os acusadores a comprovarem, com qualquer ação empreendida pela atual diretoria, uma sinalização nesse sentido. Inclusive causa-nos espanto, vindo de pessoas ligadas a partido político – o que para nós não invalida seus posicionamentos, posto que não compartilhamos da rasa demonização dessas organizações, que infelizmente grassa no nosso país sob a égide do neofascismo.

4. Quanto à posição sobre a Central a que somos filiados – a CSP Conlutas – acusar de perseguição por encaminharmos deliberações de Assembleias Gerais, que aprovaram, após amplos debates, discutir o posicionamento do Sindicato Nacional e da Seção Sindical sobre a Central, é não apenas faltar com a verdade, mas ocultar que foi a categoria quem deliberou aprofundar tal discussão. Nunca nos furtamos a nossas obrigações em relação à entidade a qual somos filiados, e assim agiremos enquanto a categoria também assim pretenda seguir, sendo inclusive uma das poucas seções sindicais que cumpre mensalmente com as obrigações financeiras nesse sentido, tanto através do repasse via Sindicato Nacional quanto diretamente à Coordenação Nacional da CSP Conlutas.

5. Quanto ao fato de “menos da metade (da categoria) estar filiada”, este é um desafio que não vem de hoje, e não, como insinuado no material, como se fosse consequência de nossa atuação. Muito pelo contrário: num cenário de perseguição aos sindicatos no país, somos, certamente, um dos poucos a não registrar em suas fileiras grande número de deserções, mantendo-nos em números constantes de filiados por várias gestões (além de registrar filiações regularmente), o que, infelizmente, não acontece com outras entidades. Cabe-nos, a todos nós, o desafio de ampliar esta luta, e não fazer de uma fragilidade do movimento sindical, diante da atual conjuntura, uma bandeira.

6. Quanto à baixa presença em nossas assembleias, este, também, não é um fator novo, e é algo que devemos, tal como dito acima, perseguir ampliar, mesmo diante do aumento da carga de trabalho docente e mesmo da falta de interesse, por parte de nossa base, em participar, envolvimento esse que, ao contrário do que é dito, é estimulado por esta gestão, pioneira na transmissão de nossos eventos para todos os campi via Internet, com divulgação ampla para estimular a participação efetiva através da interação em tempo real. Também nosso material gráfico distribuído na sede segue, nos mesmos moldes, para todos os campi, um desafio ante a multicampia num estado de dimensões continentais, mas também uma tarefa da qual não abrimos mão, bem como a de apoiar efetivamente, nas mobilizações que envolvem as diversas Unidades, contribuindo (inclusive materialmente) com a infraestrutura para que atividades como 15M, 30M, 14J, luta contra o Future-se pudessem se espraiar pelo Maranhão. Aliás, sempre procuramos tratar e atender aos docentes dos demais campi, da forma que devem ser tratados: nos mesmos parâmetros e com a mesma consideração direcionada aos docentes da Sede. Também foi esta gestão, na história recente da Apruma, a realizar debates e outros eventos que envolveram centenas de participantes da comunidade universitária e da sociedade em geral, o que o material em tela faz questão de esquecer. Nossas assembleias de fato precisam ser reforçadas, mas computar isso a características pessoais de diretores não é apenas leviano como também raso, já que deixa de lado a crise conjuntural das entidades representativas, o que para nós, também, é um desafio a transpor, e não uma bandeira de campanha pautada na desqualificação de seus pares.

7. Quanto a assegurar “democracia interna e respeito a posições divergentes em todas as instâncias sindicais”, essa sempre foi uma preocupação da atual gestão, diante de tudo o que já foi dito. E mais: a preocupação com a participação da base é palpável a ponto de a atual gestão abrir mão de seu direito ao mandato integral até janeiro de 2020, como forma de, através do estabelecimento do calendário eleitoral este ano, fazer com que, a partir das próximas eleições os pleitos da Apruma possam acontecer dentro do período letivo, como forma de assegurar a mais ampla participação dos docentes no processo. Nessa direção, lembramos que, ao contrário do que é dito no material, não condiz com a prática desta diretoria de acionar “métodos de exclusão de grupos divergentes”. Ao contrário: sempre buscamos respeitar as deliberações das Assembleias e dar cumprimento a elas, além de, repise-se, buscar ampliar ao máximo a participação. Foi dessa forma que, até o momento, a atual direção convocou 20 assembleias docentes, número muito superior às 4 assembleias obrigatórias previstas regimentalmente: como falar em cerceamento da participação nesse cenário de estímulo a ela, com a realização de fóruns para discutir nossas questões, em espaços em que todos os professores e professoras podem se expressar e deliberar livremente? Membros do grupo que ora acusam a gestão do sindicato de tais práticas inclusive já tiveram assegurada sua participação em nossos fóruns nacionais, tendo seus nomes submetidos a votações em que foram eleitos participantes para essas instâncias, mesmo quando não puderam estar fisicamente presentes para submeter seus nomes ao escrutínio, como foi, por exemplo, durante a escolha dos participantes para o 37º Congresso do Andes-SN, em Salvador.

8. As informações aqui prestadas quanto ao número de assembleias realizadas e o número de filiados, a cada gestão, podem ser consultadas na Sede Administrativa da Apruma, na Área de Vivência do Campus Bacanga.

9. No mais, esperamos que ambas as chapas mantenham o nível de participação nesse processo que nosso Sindicato e nossa categoria merecem, fazendo da verdade uma prática na defesa daquilo que considerem ser, no atual quadro, o melhor para nossa classe.

 

São Luís, 12 de dezembro de 2019

A Diretoria da APRUMA

Gestão 2018-2020