Confira como foi a Greve Geral em várias cidades do Maranhão

Defesa da Educação Pública, da Previdência e dos Direitos Sociais. Estes foram os motes da Greve Geral que aconteceu pelo país neste 14 de junho.

No Maranhão, as manifestações começaram logo cedo, com bloqueios na BR 135, em São Luís, na altura da Universidade Federal do Maranhão e na zona rural da cidade. Antes mesmo da greve começar ao amanhecer do dia, durante a madrugada foi instalada a faixa de defesa da Educação à entrada do Campus do Bacanga. Outras idênticas foram utilizadas pelos professores nas diversas cidades onde ocorreram os protestos. Houve paralisação dos ônibus da capital pela manhã, dos bancos e de diversos serviços.

Transporte atingido durante a greve geral nesta sexta-feira em São Luís

Servidores públicos do Judiciário Federal e do Ministério Público da União se concentraram na sede da Justiça Federal em São Luís, onde partiram um bolo que representava o orçamento público e denunciava as mentiras do governo em relação à Previdência: é o pagamento de juros da dívida e não as aposentadorias o sumidouro de verbas públicas.

 

À tarde, houve concentração na Praça Deodoro, com diversos manifestantes ocupando o centro da cidade.

 

Confira a seguir imagens dos protestos pelo Estado, em que se destaca a participação de docentes e estudantes das redes públicas federal, estadual e municipal, em luta desde que anunciados os cortes da pasta da Educação pelo MEC. Segundo as centrais e sindicatos, houve participação na greve geral em ao menos cem municípios do Estado, em que se destacaram, além da capital, cidades como São Bernardo, Araioses, Zé Doca, Bom Jardim, com o protesto de iniciativa dos professores e professoras da etnia Awa Guaja, Bacabal, Cajapió, Chapadinha, Caxias, Codó, São João do Sóter, Dom Pedro, Itapecuru, Imperatriz, Pinheiro, Santa Inês, São Raimundo das Mangabeiras, Timon, entre várias outras.

“Os Awa Guaja deixaram sua aldeias hoje e foram se manifestar no povoado dos não-indígenas. Visitaram a única escola e convidaram professores e alunos. Tiveram apoio. Juntos seguimos numa bonita caminhada, para admiração das pessoas do lugar. Inédito esse ato organizado pelos professores Awa. Terra indígena Caru. Município Bom Jardim” (texto Rosana Diniz, fotos Flavia Berto).

Bacabal

As atividades começaram logo cedo, em frente à Igreja São Francisco, seguida de passeata até a Praça Silva Neto

Cajapió

 

Pinheiro

 

Chapadinha

São Raimundo das Mangabeiras

Itapecuru

Imperatriz

Santa Inês

Timon

No Campus Balsas, a faixa que marca a defesa da Educação já foi instalada:

Repressão

Em vários locais houve repressão às manifestações. Em Porto Alegre, 52 pessoas chegaram a ficar detidas, inclusive o presidente da Seção Sindical do Andes-SN. EM São Paulo, também houve perseguições e prisões. No Rio de Janeiro não foi diferente: em Niterói, por exemplo, duas professoras militantes do Andes ( Kate Lane Costa e Marinalva Oliveira) foram atropeladas numa tentativa de furo ao bloqueio da greve. O Sindicato Nacional publicou nota em que repudia as ações repressivas tanto do Estado quanto de terceiros, prestou solidariedade e se colocou à disposição dos atingidos, inclusive para assessoria jurídica. Confira a nota no link a seguir:

Anexo-Circ233-19