Ditadura Nunca Mais: prosseguem eventos por verdade, memória, justiça e reparação

A ação da Defensoria Pública da União contestando a determinação de Bolsonaro para que se comemore o golpe civil-militar de 1964, depois de vitoriosa em primeira instância (veja aqui) na última sexta-feira, sofreu revés no dia seguinte, com uma desembargadora do Tribunal Regional Federal em Brasília aceitando recurso da Advocacia Geral da União mantendo a determinação do governo.

Não bastasse a insistência do governo e a aceitação da justiça nesse revisionismo que atenta contra a História, a Memória e impõe mais sofrimento à sociedade, em especial familiares e vítimas de tortura, assassinatos, prisões e desaparecimentos, o governo divulgou no último domingo vídeo em seus canais oficiais defendendo o regime de exceção.

Ainda assim, a Verdade se impõe. Vários atos vêm sendo organizados para que os horrores do regime não sejam esquecidos, nem silenciado o brado de resistência por justiça e reparação. Além das ações já desenvolvidas em vários âmbitos, outras estão por vir. Confira:

  • Debate Ditadura Nunca Mais, promovido pela APRUMA nesta quarta-feira, 3, às 17h30, no Auditório da Biblioteca Setorial do CCH/UFMA, no Campus do Bacanga, com a participação das professoras Josefa Batista Lopes (Comissão da Verdade do Andes Sindicato Nacional) e Arleth Borges (DESOC/UFMA), e dos professores Wagner Cabral (Sociedade Maranhense de Direitos Humanos e DEHIS/UFMA) e Francisco Gonçalves (secretário de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular do Maranhão). Haverá exibição de performances. Inscrições para obtenção de certificado AQUI.

 

  • Debate Censura às artes na ditadura militar no Maranhão e na atualidade, promovido pelo Centro Acadêmico de Artes Visuais, nesta quinta-feira, dia 4, às 9h, no hall do CCH/UFMA, Campus do Bacanga, com a participação de Murilo Santos (professor, cineasta, artista ex-perseguido político) e Alexandre de Albuquerque (artista, ex-pesquisador da Comissão Nacional da Verdade)

 

  • Exibição do Filme Batismo de Sangue, seguido de debate com os docentes Marcus Baccega e Lyndon Santos, do Departamento de História (DEHIS/UFMA), Joana Coutinho, do Departamento de Sociologia e Antropologia (DESOC/UFMA), e Francisco Gonçalves (Sedihpop-MA): dia 12 de abril, 17h, no Auditório Ribamar Caldeira, no CCH/UFMA. A atividade dará direito a certificado de participação de 4h.