Contra a violência e a reforma da Previdência: Apruma convoca sua base a somar aos atos do 8 de Março, junto às mulheres que resistem

Mobilizações em torno do 8 de Março das Mulheres devem acontecer pelo mundo nesta sexta-feira. Em São Luís, a concentração será a partir das 15h30, na Praça Joãosinho Trinta, na Avenida Beira-Mar, próximo à Reffsa.

Em Imperatriz, um conjunto de programações já vêm ocorrendo, com o tema MULHERES VIVAS, LIVRES E EM LUTA. Nesta sexta, haverá passeata pelas vias da cidade, com concentração às 15h na Praça da Bíblia. No dia 14, na UEMASUL, acontece a mesa redonda “Um ano sem Marielle! Mulheres e Negras: Somos Sementes e Resistiremos”.

Em Santa Inês, a Marcha protagonizada pelas Mulheres Indígenas, também com o tema VIVAS, LIVRES E EM LUTA, terá concentração às 8h na Praça da Igreja Matriz da cidade.

Este ano, as principais bandeiras de luta do Movimento no Brasil são a resistência à violência contra a mulher e o feminicídio, à retirada de direitos e à reforma da Previdência, que ataca as trabalhadoras de forma ainda mais avassaladora.

CARNAVAL

Como vem acontecendo desde 2017, quando o Movimento de Mulheres foi o “estopim” para as lutas que se seguiram e que foram capazes de barrar a reforma da previdência proposta por Michel Temer, espera-se o ascenso das lutas contra a reforma da Previdência, com marco nesta Sexta-feira das Mulheres.

Desta vez, a luta já começou mesmo em meio à folia carnavalesca, quando foi possível assistir em meio a passagens de blocos, desfiles de escolas de samba, a crítica contundente a Bolsonaro e a reforma da previdência que seu governo tenta impor às trabalhadoras e aos trabalhadores. Marchinhas, gritos de guerra, danças, as brincadeiras incomodaram a tal ponto que levou o presidente a cometer mais uma grave incontinência nas redes sociais, com repercussão internacional. Seu filho Carlos, conhecido como 02, também não aguentou ver a resistência das mulheres pobres e negras sair vitoriosa no carnaval carioca, com a consagração da Estação Primeira de Mangueira que teve, entre as homenageadas, Marielle Franco, cujo assassinato, junto com o do motorista Anderson Gomes, completa um ano no próximo dia 14 de março.

APRUMA DEBATERÁ REFORMA COM A SOCIEDADE: AGENDE-SE

Ainda como programação do Mês de Luta das Mulheres e também como calendário da resistência à Reforma da Previdência, a Apruma convida docentes, técnicos, estudantes, militantes sociais, trabalhadores e trabalhadoras de outros segmentos a participar do Debate sobre a Reforma da Previdência que acontecerá no próximo dia 22 de março, às 17h30, no Auditório Principal do Centro Pedagógico Paulo Freire, no Campus do Bacanga/UFMA.

Na ocasião, a professora Sara Granemann, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, falará sobre o tema e como a proposta pode afetar a vida dos trabalhadores e trabalhadoras do país. O evento é aberto a toda a comunidade, e a Apruma solicita aos militantes sociais que se engajem na divulgação, já que essa será uma oportunidade de analisarmos com propriedade o projeto que está sendo imposto a todos e a todas.