Entrega definitiva da Casa no Campus acontece nesta quinta-feira, 19h, no Bacanga

A Residência Universitária do Campus do Bacanga será inaugurada e entregue em definitivo à comunidade estudantil em cerimônia que acontece nesta quinta-feira, 12, a partir das 19h, em suas instalações, próximas ao portão de acesso ao bairro do Sá Viana. A reitora da UFMA, professora Nair Portela, deverá estar presente.

Casa no Campus

A Casa no Campus é fruto do movimento de mesmo nome, ocorrido na UFMA durante a gestão Natalino Salgado, que teria desviado a finalidade original do prédio, para utilizá-lo como órgão burocrático da Universidade em vez de destiná-lo à moradia estudantil, como inicialmente previsto desde a gestão anterior à sua.

Com a mudança de panos da Administração, os estudantes fizeram uma grande mobilização, que culminou com a greve de fome do estudante Josemiro (foto acima), que se acorrentou ao prédio, exigindo que a Administração não alterasse os planos previstos para as instalações, cuja construção tinha acabado de ser concluída.

Josemiro e sua greve foram logo seguidos por outros dois estudantes, Daniel e Rômulo, enquanto vários outros já anunciavam que iriam aderir ao protesto.

Foram dez dias de greve de fome, além de grandes passeatas que uniram a comunidade universitária, movimentos sociais e os moradores do entorno, além de várias outras pessoas que se solidarizaram à causa, pressionando o então reitor à manter a destinação original do prédio.

Com a vitória dos estudantes, o prédio passou a recebê-los, ostentando à sua frente, desde então, uma placa de “residência provisória”, que agora será reconhecida como definitiva pela atual Administração Superior.

Vale lembrar que o protesto, além de reivindicar respeito à destinação original do prédio foi, também, uma grande e histórica manifestação por assistência estudantil efetiva, tanto nas instalações do Bacanga quanto nos campi do continente, cuja pauta foi encampada pelo Diretório Central dos Estudantes da UFMA, à época dirigido pela gestão “Ninguém Pode Nos Calar”.

Essa é uma demanda que continua atual, ainda mais num tempo de ataque aos direitos sociais. A Apruma, que representou o apoio dos docentes àquela causa, segue na luta e no apoio às reivindicações semelhantes, que também compõem nossas bandeiras por uma Educação pública, Gratuita e de Qualidade!