Conferência na UFMA marca trinta anos da Constituição Federal e a defesa dos direitos sociais

Educação Pública, Democracia e os 30 anos da Constituição Federal de 1988“. Esse é o tema da Conferência que acontece dia 4 de dezembro, às 14h, no Auditório Principal do Centro Pedagógico Paulo Freire, no Campus do Bacanga.

O professor Flávio Reis, do Departamento de Sociologia e Antropologia da UFMA e autor de Grupos Políticos e Estrutura oligárquica no Maranhão, livro fundamental para a compreender o modo de “fazer política” no estado, e Haroldo Saboia, deputado Constituinte durante a elaboração da Carta Magna de 1988, debaterão o tema da Conferência, que passa pela importância da Constituição de 1988 para assegurar direitos sociais reivindicados pelos setores da população, como, no caso, os relativos à Educação Pública.

Após a conferência haverá Ato Show no mesmo auditório* para celebrar os trinta anos do marco democrático representado pela Carta sancionada em 5 de outubro de 1988. A homenagem se torna ainda mais necessária porque é mais que isso: é a reafirmação da luta na defesa de direitos que se encontram hoje ameaçados pelos grupos que ascenderam ao poder propondo uma pauta regressiva contra a qual será necessário unir esforços para que o que foi construído até aqui não se dissolva.

A Conferência nasceu da proposta construída conjuntamente pelo Andes, Sindicato Nacional Docente, no Maranhão representado pela Apruma, e pela Andifes, Associação que reúne os dirigentes das universidades federais, e será realizada em outras universidades pelo país sob a mesma temática. No último dia 19, a A diretoria da Apruma reuniu-se com a reitoria da UFMA para traçar o planejamento da atividade no Maranhão. Além da atividade conjunta, o Andes está reunindo esforços para, juntamente com suas seções sindicais, avançar no calendário de defesa da Educação Pública, contra as ameaças a docentes, à liberdade de cátedra e à autonomia universitária, e unir esforços para que as conquistas sociais, como o direito à aposentadoria, não sejam autoritariamente retiradas.

Para isso, a Apruma convoca sua categoria a construir o calendário de mobilizações aprovado em sua última Assembleia Geral. Dada a gravidade do momento, a unidade em torno destas pautas é urgente.

*Atualizada em 4 de dezembro de 2018