Assembleia Geral da Apruma delibera: “não há neutralidade possível quando a democracia está em risco”

Cumprindo deliberações da Assembleia Geral realizada na terça-feira, 16, e mantendo a posição histórica da APRUMA em defesa da democracia em seus 40 anos de existência, a Seção Sindical publicou, nesta quinta, 18, nota na qual afirma que “a neutralidade não é uma opção” frente ao fascismo e às ameaças aos “direitos duramente conquistados”.

A nota reforça ainda posição da Assembleia quanto à construção de uma ampla frente do “movimento antifascista e de luta contra as reformas neoliberais”, apontando que os docentes não estão alheios às ameaças Estado Democrático de Direito que se desenha na atual conjuntura atravessada pelo país.

Como parte da inserção no movimento da Frente, acontece nesta segunda-feira, 22, mais uma reunião de professoras e professores e demais membros da comunidade universitária (estudantes, técnicos e terceirizados) para deliberar ações nesse sentido. A reunião, aberta a quem quiser somar, acontece às 16h30 no Auditório do Programa de Políticas Públicas, no Bacanga.

A Apruma também vem divulgando, em seu site, programações que guardam afinidade com essa ação, dadas durante a parte de informes da Assembleia Geral e outras que estão surgindo.

Palestra

Uma dessas atividades da qual é imprescindível construir e participar, além de convidar o maior número possível de participantes é a palestra “A encruzilhada da democracia: violência, autoritarismo e o fascismo contemporâneo”, com o professor Agostinho Ramalho Marques Neto (UFMA), referência nas áreas do Direito e da Psicanálise.

A palestra acontece na terça-feira, dia 23 de outubro, às 17h, no Auditório Principal do Centro Pedagógico Paulo Freire, no Campus do Bacanga.

A programação é promovida pela Apruma, e será transmitida via Internet para as seções sindicais do Andes da Regional Nordeste I. Em recente encontro em São Luís, as seções sindicais encamparam o evento como atividade da luta em combate às ameaças ao Estado Democrático de Direito. Não há inscrição prévia para participar (a lista de presença preenchida no dia e no local darão direito a certificado).

Confira a seguir a íntegra da Nota da Apruma.

APRUMA – NOTA SOBRE AS ELEIÇÕES

As eleições de 2018 no Brasil representam disputas de projetos diametralmente opostos. De um lado, há em curso o fascismo materializado no discurso de ódio, ataque às ditas minorias e às organizações classistas, obsessão pela militarização e uso da religião para benefícios pessoais. Em oposição ao fascismo, há movimentos de defesa da democracia e da possibilidade de lutar por garantias de direitos conquistados duramente pelos movimentos sociais. 

Nós, da base e da Diretoria do Sindicato de Professores da Universidade Federal do Maranhão (APRUMA), apontamos que o fim das liberdades individuais e de grupos sociais e as perseguições que poderão advir no confronto com a ditadura fascista não podem ser vistos como impossibilidades. Na vida universitária não será diferente. O que está nas ruas, nas redes sociais e no privado já invadiu as universidades. Se esse fascismo prevalecer, evidentemente assistiremos a intensificação da barbárie e o esfacelamento da democracia, ainda que com suas contradições. Neste cenário, a neutralidade não deve ser opção. 

Nesse sentido, chamamos a categoria para fortalecer, na UFMA, o movimento antifascista e de luta contra as reformas neoliberais que se articula hoje a partir de uma Frente. Reforçamos ainda a necessidade de a nossa organização atuar na defesa da democracia e da autonomia das entidades sindicais no país.

Convocamos nossa categoria a se engajar na organização  de  todas as atividades de combate ao fascismo e luta contra as reformas neoliberais. Nessas eleições, nosso compromisso é com a democracia, com políticas sociais de igualdade de gênero, de combate ao racismo, à homofobia, de defesa da educação pública e gratuita e da liberdade de expressão e organização política.

São Luís, 18 de outubro de 2018

APRUMA – Seção Sindical do ANDES – SN