Colóquio Internacional sobre Maio de 1968 acontece nesta sexta-feira na UFMA

O Colóquio Internacional “A Primavera dos Oprimidos: 50 anos depois, maio de 1968 tem uma atualidade no mundo, na França e no Brasil?“, promovido pelos Programas de pós-graduação em Políticas Públicas e em Desenvolvimento Socioeconômico, será realizado nesta sexta-feira, 22, das 14h às 19h, no Auditório do Centro de Ciências Sociais (CCSo), no Campus de Bacanga, UFMA, em São Luís.

O evento conta com o apoio da Apruma, e trará a Conferência de abertura “O universal e o específico na experiência francesa“, com Pierre Cours-Salies (PARIS 8) e Flávio Farias (tradução) (UFMA), coordenada por Juliana Teixeira.

Na sequência, a mesa redonda “O universal e o específico na experiência brasileira“, conduzida por Danielle Soares, buscará trazer balanços e perspectivas da conjuntura nacional, traçados por intelectuais orgânicos como Flávio Farias, Saulo Pinto, Davi Telles, Francisco Gonçalves, Bira do Pindaré, Silvane Magali, Rosenverk Santos, Walter Cesar e Márcio Jerry.

O evento é organizado pelo Grupo de estudos sobre a reestruturação produtiva, a mundialização do
capital, os movimentos sociais e o Estado contemporâneos (GERME), pelo Grupo de Estudos de
política, lutas sociais e ideologias (GEPOLIS) e Observatório de Políticas Públicas e Lutas Sociais
(OPPLS).

A Coordenação Geral é de Juliana Teixeira e Flávio Farias, e compõem a Comissão Organizadora Welbson Madeira, Franklin Douglas, Danielle Soares, Socorro Araújo, Juliana Teixeira, Ilse Gomes e Flávio Farias.

Sobre o Colóquio:

O sociólogo Raymond Aron logo logo caricaturou o maio de 68 como um carnaval. Uma das lideranças que espoletaram esse evento em 22 de março em Nanterre, o libertário Daniel Cohn-Bendit, converteu-se depois ao neoliberalismo, fez uma redução positivista do evento francês, sublinhando certos ganhos comportamentais-culturais e jogando uma pá de cal no mesmo evento que o fizera famoso. Antes de se juntar a Macron, concordou com a pretensão de Sarkozy de enterrar o maio de 68. Em compensação, um outro líder desse evento, o marxista Daniel Bensaïd, penteou a história a contra-pêlo e, 40 anos depois, defendeu a sua universalidade e a sua atualidade. Hoje, meio século depois, seria isto um erro de perspectiva, ou, se não, quais podem ser as significações históricas do processo, na dinâmica da luta de classes do proletariado como um todo, na superação de toda forma de opressão econômica, social e política. Aquele tempo, época dos anos 68, marcou um grande número de países do primeiro, do segundo e do terceiro mundo… No sentido próprio, as reivindicações sociais do maio de 68 francês, mesmo satisfeitas, deixavam uma grande insatisfação política. O mundo mudou tanto que parece difícil encontrar nele uma continuidade. Porém, isto exige também uma reflexão tanto filosófica quanto sociológica. Enfim, uma reflexão crítica e transformadora, articulando teoria e práxis, envolvendo universitários e outros intelectuais orgânicos da luta contra a opressão“, descreve a apresentação do colóquio.