Centrais sindicais lançam Agenda Prioritária e chamam Dia Nacional de Luta para 10 de agosto

Em reunião na última quarta-feira, 6 de junho, em São Paulo, as centrais CSB, CTB, CUT, Força, Intersindical, Nova Central e UGT lançaram uma compilação de propostas que consideram prioritárias, no atual momento, para o fortalecimento da classe trabalhadora.

O material, intitulado “Agenda prioritária da classe trabalhadora – democracia, soberania, desenvolvimento com justiça social: trabalho e emprego no Brasil” teve o apoio do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em sua produção.

A ideia é partir dos 22 pontos elencados no documento para nortear tanto as mobilizações da classe quanto apresentá-las para parlamentares e candidatos para interferir no debater público sobre os rumos do Brasil.

Mobilização contra a EC 95

Além disso, as centrais indicaram o dia 10 de agosto como Dia Nacional de Luta em defesa dos direitos e contra a Emenda Constitucional 95, que congela o orçamento público por vinte anos. A data deve ser marcada por atos exigindo a revogação da Emenda, e devem também se basear nas propostas compiladas na Agenda Prioritária, que tem, entre os pontos de destaque:

  • Revogação da EC 95;
  • Combate ao desemprego, com a retomada das obras públicas, por exemplo;
  • negociação coletiva no serviço público segundo normas da OIT (Organização Internacional do Trabalho);
  • Jornada de Trabalho de 40h semanais;
  • Direito à Previdência Pública;
  • Garantia dos direitos trabalhistas, do direito de greve e contra as práticas antissindicais;
  • Política de valorização do salário mínimo;
  • Combater informalidade, rotatividade, trabalho análogo à escravidão e eliminar o trabalho infantil no campo e na cidade;
  • Universalizar o acesso à educação de qualidade em todos os níveis;
  • Fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS);
  • Fortalecer o papel estratégico das empresas públicas (Eletrobrás, Petrobras, bancos públicos etc);
  • Fortalecer as políticas voltadas para a reforma agrária, agricultura familiar e a inclusão no campo;
  • Ampliar e efetivar políticas, programas e ações de promoção da igualdade para mulheres, negros, jovens, LGBTQI e migrantes
  • Além de outros pontos. Para conferir o documento na íntegra, clique AQUI