Nota: APRUMA repudia ataque à democracia expresso na decretação de prisão do ex-presidente Lula

O Golpe de 2016 mirou sua artilharia nos princípios democráticos e nos direitos dos trabalhadores, reprimindo com violência todo ato de contestação às políticas neoliberais e proibindo o direito de expressão e manifestação da classe trabalhadora.

Nos primeiros meses de 2018, na tentativa de conter a resistência crescente das camadas populares expressas, mais recentemente, durante o Carnaval, o governo federal responde com a intervenção militar na segurança pública do estado do Rio de Janeiro e com processos contra professores, atingindo a autonomia universitária.

O assassinato da vereadora do PSOL, Marielle Franco, que dedicou sua vida pública à defesa dos direitos humanos das populações marginalizadas pelo capital, e nesse momento, a negação do Habeas Corpus e a decretação da prisão do ex-presidente Lula da Silva deixam claro que a resposta do governo federal ao agravamento da crise política será cada vez mais atingir os direitos políticos e  os princípios democráticos.

A APRUMA, Seção Sindical do ANDES-SN,  se soma às diversas entidades e movimentos sociais que defendem a democracia e denunciam a ação do poder judiciário que, pressionado pelos representantes do capital e pela grande imprensa, age no sentido de  impedir que a soberania popular seja a instância capaz de decidir quem deve ser o presidente do Brasil.

Nosso compromisso é com a defesa das liberdades democráticas, e convocamos a nossa categoria a engrossar as fileiras da resistência ao estado se exceção que se instala no país. A prisão do Lula é arbitrária e política e por esse motivo não podemos nos calar diante desse ataque à democracia e aos direitos políticos e sociais da classe trabalhadora. Nossa solidariedade a Lula é, também, a defesa de liberdade a todos nós que lutamos por uma sociedade justa.

 

São Luís, 06 de abril de 2018

 

A Diretoria da APRUMA – Seção Sindical do ANDES – SN

 

Veja também:

Nota de repúdio do ANDES-SN sobre a ação do Poder Judiciário no caso de Lula