Apruma promove debate nesta quarta-feira, dia 7, sobre “A situação das mulheres em tempos de golpe”, com as professoras Carla Serrão (Serviço Social/UFMA) e Joana Coutinho (Ciências Sociais/UFMA). A atividade acontece às 16h no Auditório Ribamar Carvalho, na Área de Vivência do Campus do Bacanga. Em seguida, a Apruma oferecerá coquetel aos presentes, com apresentação musical da cantora Tássia Campos. Todas e todos estão convidados (não há inscrição prévia). A Apruma também fixou outdoor no Campus do Bacanga saudando as mulheres da comunidade universitária pela importante data.

No dia seguinte, Dia Internacional da Mulher, tod@s devem se juntar à luta das Mulheres: a atividade terá concentração às 15h30 na Praça Deodoro, em frente ao Liceu Maranhense, no Centro de São Luís, de onde sairão em caminhada até a Praia Grande. Será a participação das Mulheres de São Luís na Greve Internacional das Mulheres, que mobilizará, nesse dia, lutadoras em todo o mundo.

Em Imperatriz, a atividade da data terá concentração às 17h30, no Calçadão, em frente ao Armazém Paraíba.

Luta das Mulheres do Campo

No Maranhão, quilombolas e quebradeiras de coco do município de Matinha ocuparam, na tarde da segunda-feira, 5, a sede do Instituto Maranhense de Colonização e Terras do Maranhão, o Iterma, em São Luís. O órgão deveria ser responsável pela reforma agrária no Estado. Elas reivindicam a regularização de suas terras e a retirada das cercas dos campos da Baixada, antiga reivindicação para terem acesso ao que produzem e ao que é garantido na Lei do Babaçu Livre. As cercas – muitas delas elétricas – não somente prejudicam o trabalho como ameaçam as vidas na Baixada Maranhense.

Na manhã desta terça-feira, 6, elas se reúnem com vários secretários estaduais para discutir sua pauta de reivindicação. Também pela manhã chegam à ocupação, vindos da cidade de Codó, mais de 40 quilombolas para se juntarem à luta. Uma oportunidade de quem puder passar na ocupação, que fica no centro da capital maranhense, para ver como apoiar efetivamente esta jornada. O Iterma fica localizado próximo à Praça Odorico Mendes.

 

Já na Bahia, mais de mil mulheres sem terra ocuparam fábrica de celulose da Suzano, reivindicando água (a crise hídrica é piorada com as plantações de eucalipto da empresa, que “sugam” a água e deixam camponeses e suas plantações com sede). Também denunciam o uso de sementes transgênicas, o monocultivo e a pulverização aérea com veneno nas plantações no município de Mucuri.

Em Santa Catarina, também como parte da Jornada Nacional das Mulheres Sem Terra (a exemplo da Bahia), o Incra, órgão federal que deveria promover a reforma agrária, foi ocupado. Ainda no Estado, área do Acampamento Maria Marta foi reocupada pelas mulheres na cidade de Calmon.

As ações reivindicam reforma agrária. No ano passado, NÃO HOUVE QUALQUER AÇÃO DE ASSENTAMENTO POR PARTE DO GOVERNO FEDERAL.

 

Agenda

dia 7, 16h, Debate “A situação das mulheres em tempos de golpe”: Auditório Ribamar Carvalho, Área de Vivência do Campus do Bacanga (UFMA)

Dia 8: Greve Internacional das Mulheres: concentração 15h30 em frente ao Liceu (São Luís) e 17h30 no Calçadão (Imperatriz).

 

Apruma, com informações do MST, Teia de Povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão, e Uol.