Fortalecimento da CSP Conlutas é debatido em concorrida Assembleia da Apruma

A eleição de delegados para o III Congresso da CSP Conlutas (central a qual a Apruma e o Andes-SN são filiados), pauta da última Assembleia Geral realizada pela Apruma no dia 12 de setembro, serviu para discutir, sob diversos pontos de vista, o fortalecimento da Central Sindical e Popular como essencial na resistência aos ataques aos direitos dos trabalhadores.

Sobre as eleições, duas chapas concorreram às vagas de delegados da Seção Sindical. Adotando o modelo proporcional, a Chapa 1, composta pelos professores Antonio Gonçalves Filho, Saulo Pinto, Conceição Lobato, Francisca Taveira, Micael Carvalho e Cláudio Mendonça, obteve 34 votos, e a Chapa 2, composta  pelos professores Welbson Madeira, Rosenverck Santos, Roberto Ramos, Catarina Malcher, Vilemar Gomes da Silva, Rosana Figueiredo, obteve 13 votos. Dessa forma, a Chapa 1 levará três delegados ao III Congresso da CSP Conlutas, que acontece de 12 a 15 outubro, em Sumaré/SP. A chapa 2 elegeu um delegado.  Com esse resultado, a Assembleia foi classificada pela professora Cláudia Durans como histórica por adotar um método que contemplasse a representação de um campo minoritário.

As análises divergentes tiveram um ponto em comum: é preciso fortalecer a luta dos trabalhadores diante dos graves ataques que vêm sendo desferidos contra os seus direitos e, nesse cenário, o papel da CSP Conlutas é de extrema importância. Os professores e professoras já apontavam para essa conscientização dado o bom comparecimento à Assembleia Geral.

Para o professor Flávio Farias, “Temos que fortalecer nossa central sindical para enfrentar este golpe na verdadeira dimensão que ele é”, disse. Para ele, o atual cenário vivido no país foi arquitetado no exterior com o objetivo de saquear as riquezas do país, e a CSP Conlutas deve manter seu papel combativo e independente para poder enfrentar realmente esse quadro.

Cláudio Mendonça, por sua vez, destacou a necessidade de que a CSP Conlutas trabalhe em unidade com os demais setores da resistência. “É um desafio para a luta política do país que a Central possa cada vez mais estar presente nos espaços de unidade real”, afirmou.

O professor Luiz Alves Ferreira, professor Luizão, em sua análise, colocou que o quadro é de recolonização do país, e contra isso a luta deve ser intensa: “Ou a gente luta, ou se aprofunda esse quadro”, vaticinou.

Antonio Gonçalves destacou a concepção da central, formada por sindicatos e movimentos sociais e populares, como um ganho para a classe trabalhadora. Além do fato de uma Assembleia tão importante quanto essa estar discutindo como potencializar esse poderoso mecanismo de resistência. “É ótimo estarmos aqui em Assembleia querendo construir a central”, disse.

Para a professora Marizélia Ribeiro, há a necessidade de se “superar os discursos partidários para fortalecer a categoria e agregar mais ao movimento”. Sobre esse ponto, o professor Saulo Pinto apontou noutro sentido: “Defendo o debate sobre a disputa política, inclusive porque muitas entidades são aparelhadas pelos mais diversos grupos, e isso precisa ser discutido”. Continuando a discussão sobre política e autonomia das instituições, Flávio Farias pontuou: “A Central deve ser autônoma, para que assim consiga traduzir a diversidade política da classe trabalhadora, sem ficar a reboque de qual grupo seja. Devemos respeitar, dessa forma, a diversidade política, que deve ser resguardada para que a central não desempenhe um papel que acabe por copiar, ainda que em outra direção, como seita da oposição, papel semelhante às centrais que estão a reboque de forças político-partidárias”.

As discussões travadas devem, se refletir numa participação histórica da categoria docente durante o III Congresso da CSP Conlutas, congresso esse que marca os onze anos de construção da central que sempre esteve ao lado da classe que representa.

A Assembleia Geral também teve como ponto de pauta a participação no ato do dia 14, marcado por diversas lutas contra a reforma da Previdência e os demais ataques aos direitos sociais já aprovados por Michel Temer e pelo Congresso Nacional (veja imagens aqui), e também pela recondução da professora Marise Marçalina como representante nos Conselhos Superiores da UFMA (veja aqui) – Thiago Lima, do Campus São Bernardo, foi eleito seu suplente.