Deputados maranhenses que aprovaram ataques aos trabalhadores seguem no apoio a Temer

Os deputados da bancada maranhense que apoiaram ledidas que sacrificam a população brasileira continuam declarando apoio a Michel Temer mesmo depois de ele ser pego em gravação feita pelo empresário investigado Joesley Batista, um dos donos da Friboi.

Em matéria publicada no site iMirante.com, o deputado Juscelino Filho, do DEM, disse que o conteúdo da gravação feita por Joesley e apresentada à Procuradoria Geral da República como prova do envolvimento do presidente em esquema para manter o silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha “não prova nada”.

Já o deputado Pedro Fernandes, do PTB, disse seguir seu partido, que mantém apoio a Temer, mesmo diante da debandada anunciada da sua base (jantar que seria oferecido por Temer no final de semana em demonstração de apoio acabou tendo que ser cancelado por falta de maior parte dos convidados).

Aluísio Mendes (PTN) também declarou seguir o partido, que anunciou rompimento mas sem se colocar como oposição, dizendo manter-se em situação de independência…

Em comum, todos eles votaram a favor de medidas propostas por Michel Temer e que atacam direitos dos trabalhadores, como o congelamento dos investimentos sociais por 20 anos e também na liberação da terceirização irrestrita para todos os setores.

Assim, não se pode esperar muita coisa vindo da maior parte da bancada, a não ser o fechamento de posição em relação a outros ataques previstos, como a reforma da Previdência e a Trabalhista. O próprio declarar-se independente em relação ao governo indica que, independe de quem esteja no poder, seguirão em apoio a uma pauta que sacrifica a população e mantém o voto fisiológico, às custas do toma-lá-dá-cá, aprovando medidas contrárias ao interesse da sociedade, em troca de se manterem em circulação nas proximidades do poder. Um exemplo é o deputado Waldir Maranhão (PP), que passou de uma atuação contra o impeachment de Dilma Rousseff (e portanto contra a chegada de Temer à presidência) para detentor de cargos no atual governo (emplacou aliado em cargo no ministério da indústria, Comércio Exterior e Serviços, segundo matéria do jornal Folha de S.Paulo reproduzida pelo Jornal Pequeno, de São Luís) em troca de votar a favor da reforma da Previdência.

Aos trabalhadores, fica o caminho da mobilização firme contra as reformas, a exemplo da última greve geral e do Ocupa Brasília que acontece nesta quarta-feira, 24, com caravanas em todo o país ocupando a capital federal contra as reformas e agora, mais do que nunca, contra o governo de Michel Temer.

A caravana da APRUMA segue mais tarde para Brasília. Do Maranhão também outras caravanas estão seguindo em ônibus que desde domingo partem da capital maranhense em direção ao Distrito Federal (pelo caminho, param em outras cidades, onde mais pessoas se juntam às delegações). O passo seguinte, avaliam sindicatos, centrais e movimentos sociais, é uma nova greve geral de 48h.

No Senado:

Além disso, seguem as denúncias dos parlamentares que se atrelam ao poder votando contra a população. No Senado Federal, já declararam que seguem com Temer tanto João Alberto (PMDB), para quem as gravações contra o presidente resumem-se a um “problema de interpretação”, quanto Roberto Rocha (PSB), que disse não ter visto nada que justificasse essa “hecatombe”.

Enquanto eles não veem nada, os trabalhadores t~em de manter seus olhos abertos, agora rumo a Brasília, preparando-se para a greve geral, a derrubada de Temer e seus asseclas, e o sepultamento das reformas que retiram direitos.

 

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